a primeira impressão podia enganar. parecia frágil e se escondia atrás de um ar blasé. era francesa, e isso quer dizer que falava a fala mais linda de se ver qualquer mulher falando. falava também a segunda fala mais linda de se escutar de uma mulher: outra língua com sotaque francês. curiosa, interessada pelo novo país que conhecia. inteligente, descolada, alternava entre timidez e extroversão. mas foi seu domínio corporal pleno que me encantou, acima de tudo. sabia, por instinto, onde estava cada pequena parte de seu corpo e como cada uma dessas partes estava sendo mostrada aos olhos dos outros. fazia poses de cinema, andava como se bailarina fosse. leveza de movimentos que não tinha visto e não voltei a ver desde então. Ma petite jolie ballerine.
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