o vento constante que não dá trégua e traz um quê de
inóspito às lindas paisagens. as linhas infinitas de areia, esculpidas pelo
incansável vento leste e pelo mar. paisagens móveis. casas enterradas, barcos
suspensos. as coisas por vezes nos lugares que não são seus. permanência
fluida. aridez, mesmo com um mundo de água à frente. bichos quase esqueléticos
e consternados. vê-se a consternação na cara dos jegues, das vacas e dos
cachorros que perambulam e pastam soltos. o ritmo lento da vida, onde urgência
é um conceito desconhecido. rostos repousados na janela como as namoradeiras de
barro. por todos os lados e em todas as casas, redes, sempre cheias. simpatia
autêntica. vaidade. nas roupas engomadas, no ajeitar dos cabelos para as fotos.
nas poses. uma vaidade tão pura que não narcísica, como se tivesse por
propósito único ao outro agradar. nordeste que pouco conheço mas sei que hei de
muitas outras vezes voltar.









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