A primeira vez que eu vi neve foi em 1996. Tinha dezesseis anos e estudava por intercâmbio no interior da Carolina do Sul.
Estacionamos no Kmart e logo que saímos do carro, começou a nevar.
Abri os braços em uma alegria plena, feito criança, maravilhando-me com o novo. Neve é sempre lindo, mas neste dia foi a neve perfeita. Grandes mas leves flocos caiam lentamente, quase flutuando, até encontrarem algum objeto e se espatifarem em quase pó.
Aprendi depois que estes flocos são chamados dendritos e ocorrem em temperaturas não tão baixas, com certo grau de umidade.
Quando penso na vida diária da paternidade (dupla), esta é a lembrança que me ocorre. A cada gesto novo, cada palavra aprendida, cada uma das surpresas diárias da convivência explode em mim como dendritos de amor. Leves, lindos e muitos.
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