domingo, 6 de abril de 2014

me torço, me espremo e não sai nada. estou seco, por completo. tenho saudades de ti e não consigo te chorar. conheço quem poderia me acompanhar e não sou capaz de me entregar. e não é porque tenho medo. é por essa secura, meu coração duro deste deserto que é a longa falta do amor. deliro em desespero. vejo oásis onde água não há. miragem do que sei é só o que pode novamente me encharcar. me debato neste calor, tento respirar. mas sou bicho d'água, estou seco e chuva pouca não pode ajudar. preciso de enchente, preciso nadar. estou seco e só o (a)mar pode me salvar.

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