é de você que tenho
fome
por você que viro noites
insone
sonhando acordado
com seu gosto
seu cheiro suado
gemido abafado
seu beijo,
equatorial,
quente molhado
fogo
que nem chuva tropical
apaga
que noite nenhuma
amarga
sigo então meu caminho
para longe de você
flor, que mais que flor
vive de espinho
domingo, 28 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
a primeira vez que vi você nua, quase chorei. fui menos ateu nesse dia. há de existir um deus para ter criado você, pensei. é muita perfeição, muito detalhe, muita curva para ser coisa do acaso. nada disso te falei assim, para não parecer clichê, mas é verdade quando digo que quase chorei. me senti o dono do mundo, esse mundo que é você. não precisava de nada que não estava ali, à minha mão. esse foi também o dia do nosso primeiro banho juntos e eu lembro de invejar a sorte de cada gota que escorria no seu corpo. suas curvas marcadas por leitos de água que alternavam volume e velocidade. seu gosto molhada que não esqueço. você acanhada, quase indefesa, talvez por ver o desejo que beirava loucura no meu olhar. eu, um vulcão na mais plena erupção sentimental, tonto de desejo, insano. apaixonado, te amando. era toda a vida ao mesmo tempo. era tudo agora.
como se pode gostar de alguém que gosta de você se nem você o faz? é como se fosse (a menina) a pecadora original. ela mordendo a maçã que levam os dois do paraíso celestial ao amor carnal. ela mordendo por amor a você, quando nem você arrisca se amar. quando se está mais seco e amarrotado do que uva passa. quando tudo menos essa secura, passa. quando nada dá.
que esperança louca é essa que o amor traz? que inconsequente se torna para achar que dá? como se atreve a moça a ignorar a secura que a pele transpira, mesmo quando tudo que a pele quer é a pele sua (dela) tocar? como se controlar se o que se quer é total e completamente se entregar? como não se controlar se o mundo já ensinou que para apanhar, basta a guarda baixar.
porque, de onde queres assim? a quem, porque foi escutar?
moça, me escuta que eu sei das coisas do coração: foge daqui moça. se salva que a mim nada vai salvar.
Assinar:
Postagens (Atom)