segunda-feira, 18 de junho de 2012
eu sempre me emociono vendo gente mais velha feliz. me encanta um sorriso de uma velhinha, um abraco de um velhinho. e nesse último carnaval eu tive a sorte de ir ao camarote da velha guarda. e foi emocionante. a troca de carinhos entre as alas da velha guarda das escolas e o camarote, entre os velhinhos do camarote. os arrepios aparentes à passagem das baterias. é só disso que deveríamos precisar para ir adiante e felizes. é só o que preciso.
costumo chegar tarde em casa. prefiro isso ao trânsito do rush. fisicamente ok, mas tem acontecido muito de muitas vezes completamente extenuado. emocionalmente abalado. não com a vida, nem o trabalho, pelo contrário. mas com gente. pode ser coincidência, falta de sorte. mas tem acontecido com recorrência. amizades sendo rompidas por motivos que não merecem, famílias sendo destruídas sem motivo. brigas. traições mil. tem dia que são tantas ao mesmo tempo que simplesmente me tranco em casa depois. não leio emails, não atendo telefonemas, não mando mensagens. não falo com absolutamente ninguém e por um motivo simples: eu tenho um limite de coisas ruins que eu posso ver por dia. e quando este bate, só o isolamento salva. o isolamento, a música e a leitura. porque nesses dias, até a escrita é inviabilizada. até para falar de ódio é preciso de um pouco de amor no coração, nem que pelo contraste. e nesses dias, a verdade é que o meu fica seco, completamente zerado. amor temporariamente, com razão aniquilado. nesses dias torço muito para que as que textos lindos escrevem tenham tido alguma inspiração. leituras prazerosas e músicas gostosas. sem isso acho que seria capaz de fazer uma guerra.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Eu decidi que será no aeroporto ou voando que nos encontraremos de novo. Se o fizermos. Não ligarei nem escreverei. Não atenderei nem responderei também. Caberá a sorte e somente a ela decidir. Tenho viajado por todo o país, quase todos os dias e sei que você também viaja muito, mesmo que muitas vezes para o mesmo lugar. Atrasos dos vôos podem se transformar em mais tempo juntos. Confesso que sempre que perco um vôo ou o vejo atrasado torço para te ver. Mas espero que entenda, preciso de um sinal da sorte que justifique o risco, que de confiança ao passo próximo. Que nos encontremos logo. Com amor, Gustavo.
domingo, 27 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
talvez a transição mais marcante da vida do homem seja o momento em que ele descobre seu pai como humano e não mais super herói. olhá-lo pela primeira vez como alguém sujeito à falhas. com defeitos. cometendo erros. feliz ou triste. carne, osso e alma. desse dia em diante, inevitavelmente, cada menino é mais homem.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
faz tão pouco tempo que eu tentava te convencer a não ter medo. tão pouco tempo que, com orgulho, eu te dizia para se entregar como eu me entrego. foi quase ontem que te falei o quão boa você é, além de linda. do quanto tantos te adoram e te desejam. do quanto é querida. de quão gostoso é querer estar. me quebraria mil vezes e me levantaria no dia seguinte à milésima com a mesma disposição para a próxima paixão. faça o mesmo, te falei. e não é que tão pouco tempo depois desse dia me pego como você.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
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