segunda-feira, 10 de setembro de 2012

mais de quinhentos quilômetros deviam nos separar. cá estava eu, ao som de ondas a bater, na forte brisa do mar. distraído de você pelo mar e pela música. talvez pela distância. principalmente pela impossibilidade. foi quando o mar passou a soprar seu cheiro de saída do banho. cabelo molhado e solto. pele úmida. gosto só seu, toda. e foi tão real, tão seu o cheiro que só eu sentia que me senti num conto de ggm. mais: que voltei a acreditar no amor.

a primeira paixao depois da ultima é libertadora. vitória do sentimento sobre a desconfiança da impossibilidade.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


a sua na minha
a minha no seu
a minha na sua
a sua no meu

a sua, minha
a minha no seu
a minha, sua
a sua no meu

sábado, 30 de junho de 2012

as time goes by and i grow old things became more clear. or at least i get more confident about my opinion. somebody might call it overconfidence. i´d rather say experience. the thing is that i used to be confused regarding love and passion. and the difference is simple: love is will/desire and passion is need. i need you (i´m in love with you). i want you (i - might - love you). as simple as that.

sábado, 23 de junho de 2012

sinceridade não se paga
nesse mundo, não
sinceridade é nada
nesse mundo cão
a minha volta, as pessoas se mostram em seu estado mais cru: é a embriaguez pelo excesso de vinho que derruba as regras e aniquila os superegos. dionisíaco é o estado humano que mais me encanta. liberdade não é libertinagem (o que é o conceito de libertinagem senão uma tentativa de controle social?).

em uma mesa de mais de dez, mulheres embriagam-se e celebram a amizade. bff: best friends for ever. pero no mucho. nas intermitentes despedidas, as rixas ficam evidentes a qualquer voyeur: é na cara que faz-se ao abraçar que muito dos reais (e piores) sentimentos se evidenciam (não há nada mais falso que o falso abraço). inimizades em série ficam claras, por namorados roubados, corações partidos ou até brigas menores mas que deixaram grandes marcas. o sentimento de traição nem sempre é proporcional ao tamanho do problema. brigas que existem ainda apesar de muitas causas terem sido esquecidas.

ao lado, duas advogadas passam um contrato marcado. tomara que sejam. e tomara que seja, porque poucas coisas são piores do que marcar um documento (no caso de contrato, perdoa-se por ser comum à profissão, mesmo não se perdoando a profissão). amarrações em texto. regras de convivência. limites forçados. amarras em regras. talvez seja este o problema do casamento: a formalização em documento do que se quer fazer por sentimento, por ser a única coisa que se quer, a única que parece a possível: estar juntos. nada é mais bonito do que o compromisso diário e contínuo. é todo dia acordar e agradecer por ela estar ao seu lado. e só por isso estarem juntos. sem amarras ou compromissos morais, sociais ou documentais. porque acordar ao lado de quem não se quer, principalmente seguidamente, é sofrimento pior do que merecemos.

o casal da frente. o casal me lembra de uma tia minha, solteira e a quem tenho especial carinho, irmã e amicíssima de meu pai, que se vendo com ele em uma enorme mesa lhe disse: "zé, não podemos ficar em silêncio não, porque senão todos vão achar que somos casados!". muito do mundo resumido em uma frase. casais que não se gostam: separem-se! casais que não se admiram: separem-se! casais que não se aturam: separem-se! casais que não sabem: separem-se! agora! hoje e sempre: separem-se! ficar juntos é para poucos ou por pouco tempo. os opostos se atraem exatamente antes de se afastarem. felicidade não é estar acompanhado e sim o estarem com quem se quer, verdadeiramente. grande amigo meu genialmente definiu nossa amizade da vida toda: "amigo, cm você o silêncio não incomoda". podemos ter assunto por seguidas horas ininterruptas ou por pouquíssimo tempo. mas somos amigos sempre e como poucos. mas mesmo no silêncio, a intimidade sempre é visível. ao casal da frente, ao contrário, não falta só assunto. falta carinho. falta intimidade. separem-se e sejam felizes para sempre ou vivam juntos tristemente até quando deus quiser ou a coragem aparecer.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

eu sempre me emociono vendo gente mais velha feliz. me encanta um sorriso de uma velhinha, um abraco de um velhinho. e nesse último carnaval eu tive a sorte de ir ao camarote da velha guarda. e foi emocionante. a troca de carinhos entre as alas da velha guarda das escolas e o camarote, entre os velhinhos do camarote. os arrepios aparentes à passagem das baterias. é só disso que deveríamos precisar para ir adiante e felizes. é só o que preciso.
poemo-me
a seu pedido
sempre que posso
sempre que cria

poemo-me
em suas fotos
com versos de outros
maravilha!

poemo-me
como inspira
poesia sua a um perdido
só alegria
costumo chegar tarde em casa. prefiro isso ao trânsito do rush. fisicamente ok, mas tem acontecido muito de muitas vezes completamente extenuado. emocionalmente abalado. não com a vida, nem o trabalho, pelo contrário. mas com gente. pode ser coincidência, falta de sorte. mas tem acontecido com recorrência. amizades sendo rompidas por motivos que não merecem, famílias sendo destruídas sem motivo. brigas. traições mil. tem dia que são tantas ao mesmo tempo que simplesmente me tranco em casa depois. não leio emails, não atendo telefonemas, não mando mensagens. não falo com absolutamente ninguém e por um motivo simples: eu tenho um limite de coisas ruins que eu posso ver por dia. e quando este bate, só o isolamento salva. o isolamento, a música e a leitura. porque nesses dias, até a escrita é inviabilizada. até para falar de ódio é preciso de um pouco de amor no coração, nem que pelo contraste. e nesses dias, a verdade é que o meu fica seco, completamente zerado. amor temporariamente, com razão aniquilado. nesses dias torço muito para que as que textos lindos escrevem tenham tido alguma inspiração. leituras prazerosas e músicas gostosas. sem isso acho que seria capaz de fazer uma guerra.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Eu decidi que será no aeroporto ou voando que nos encontraremos de novo. Se o fizermos. Não ligarei nem escreverei. Não atenderei nem responderei também. Caberá a sorte e somente a ela decidir. Tenho viajado por todo o país, quase todos os dias e sei que você também viaja muito, mesmo que muitas vezes para o mesmo lugar. Atrasos dos vôos podem se transformar em mais tempo juntos. Confesso que sempre que perco um vôo ou o vejo atrasado torço para te ver. Mas espero que entenda, preciso de um sinal da sorte que justifique o risco, que de confiança ao passo próximo. Que nos encontremos logo. Com amor, Gustavo.


domingo, 27 de maio de 2012

é como se desde aquele dia os rostos tenham todos embaçado. como se tudo estivesse fora de foco. desde então não tem uma nova que eu tenha conseguido guardar, nem o suficiente para depois lembrar. sempre tão pouco que nem nos sonhos consigo identificar.

domingo, 6 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

costura mal feita
esgarçada
fenda aberta
nunca fechada

talvez a transição mais marcante da vida do homem seja o momento em que ele descobre seu pai como humano e não mais super herói. olhá-lo pela primeira vez como alguém sujeito à falhas. com defeitos. cometendo erros. feliz ou triste. carne, osso e alma. desse dia em diante, inevitavelmente, cada menino é mais homem.

mais um
livro lido
caminho novo
até então desconhecido
palavras velhas
mas dignas
mais um choro
ao final
ponto

nada mal

sexta-feira, 27 de abril de 2012

eu fico assim
quando quero te ver
e não posso
penso em poemas
mensagens
e tudo mais
que possa me fazer de
troço

vida:
mundanas,
coisas das mais puritanas
às mais ainda
profanas
era casado
e só por isso
a atraía

apaixonado
pela mulher
ela entendia

dilacerado
de culpa
o que ela queria
de que vale
a reza
se a vida
é relva

se fala
mas vive
do oposto
é selva