quinta-feira, 30 de maio de 2013
você passou por mim.
rápido que nem vi,
simples assim.
passou ou deixei-te passar,
é o que me pergunto.
ainda não sei.
(será que conseguiria te amar?)
deixou de rastro,
confusa esperança,
de louca paixão.
(e temperança?)
de fato, agora,
só me sobra minha pouca memória,
e desilusão.
(não sentida paixão)
rápido que nem vi,
simples assim.
passou ou deixei-te passar,
é o que me pergunto.
ainda não sei.
(será que conseguiria te amar?)
deixou de rastro,
confusa esperança,
de louca paixão.
(e temperança?)
de fato, agora,
só me sobra minha pouca memória,
e desilusão.
(não sentida paixão)
terça-feira, 28 de maio de 2013
a culpa é da cultura, do ambiente onde fomos criados. competitividade, em diferentes quantidades, mas vista sempre como qualidade. persistência, talvez a maior característica dos que conhecemos por bem sucedidos, de sucesso. permanência como objetivo, condição sine qua non da felicidade estereotipada. consequência de tudo: quantidade enorme de gente mal casada (mal amada).
quinta-feira, 23 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
é nos detalhes que o amor se faz e nos detalhes que se mostra: no bom dia carinhoso da rotina, na troca de olhares que perguntam se está tudo bem, na esticada do cobertor para cobrir o restinho do pescoço dela, na mão que tira um fio branco preso na roupa preta. e é simples assim: se não tem detalhes, não é amor.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Drummond dos nossos dias (paródia minha)
Nova Quadrilha
João amava Teresa, que fingia que não, mas amava Raimundo
que não admitia mas amava Maria
que nunca respondia mas amava Joaquim
que não reconhecia que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto
Fernandes
que não tinha entrado na história mas não se escondia.
domingo, 28 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
a primeira vez que vi você nua, quase chorei. fui menos ateu nesse dia. há de existir um deus para ter criado você, pensei. é muita perfeição, muito detalhe, muita curva para ser coisa do acaso. nada disso te falei assim, para não parecer clichê, mas é verdade quando digo que quase chorei. me senti o dono do mundo, esse mundo que é você. não precisava de nada que não estava ali, à minha mão. esse foi também o dia do nosso primeiro banho juntos e eu lembro de invejar a sorte de cada gota que escorria no seu corpo. suas curvas marcadas por leitos de água que alternavam volume e velocidade. seu gosto molhada que não esqueço. você acanhada, quase indefesa, talvez por ver o desejo que beirava loucura no meu olhar. eu, um vulcão na mais plena erupção sentimental, tonto de desejo, insano. apaixonado, te amando. era toda a vida ao mesmo tempo. era tudo agora.
como se pode gostar de alguém que gosta de você se nem você o faz? é como se fosse (a menina) a pecadora original. ela mordendo a maçã que levam os dois do paraíso celestial ao amor carnal. ela mordendo por amor a você, quando nem você arrisca se amar. quando se está mais seco e amarrotado do que uva passa. quando tudo menos essa secura, passa. quando nada dá.
que esperança louca é essa que o amor traz? que inconsequente se torna para achar que dá? como se atreve a moça a ignorar a secura que a pele transpira, mesmo quando tudo que a pele quer é a pele sua (dela) tocar? como se controlar se o que se quer é total e completamente se entregar? como não se controlar se o mundo já ensinou que para apanhar, basta a guarda baixar.
porque, de onde queres assim? a quem, porque foi escutar?
moça, me escuta que eu sei das coisas do coração: foge daqui moça. se salva que a mim nada vai salvar.
sexta-feira, 29 de março de 2013
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